E, no fim, o que sobrou? Nada, além do vinho envelhecido. E as pétalas, caídas. E o rum, adormecido. Nada. Nada, além dos sonhos esquecidos. Trapos. Farrapos puídos. O odor fétido do suor amanhecido. A repulsa angustiada. Doída. Nada. Nada, além da melodia frouxa. Da poesia trouxa. Da tarde perdida. Nada. Nada ,além das palavras vãs. Das conversas sãs. Da embriaguez e da vergonha. Nada. Nada que me convença a acreditar. Nada que me faça continuar. Nada que acrescente no olhar. Nada. Nada, não posso falar.